Friday, January 04, 2008

Pois é...

... mudamos de ano, e não mudamos nada. A vida é um continuum, essa divisão do tempo, frações de horas, dias, meses e anos não passa de uma convenção burocrática, um embuste. De tudo não fica nada, passa o tempo e passamos nós, seres lábeis, tão transitórios quanto o tempo.

Estamos em 2008, e dizem que este é um "ano novo, uma vida nova", sei lá, eu sinto um cheiro de mofo aqui e acolá inconfundível, que traí essa afirmação, que denúncia os milênios que carregam o oito. Novo mesmo é o pacote no homem que disse que odiava os pacotes. Pelo jeito não odiava tanto assim, nesse país dos "i" que nos são postos, ou dos impostos.

No mais tudo velho. Inclusive eu, cada vez mais velho...

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